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Melanotaenia boesemani

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Helder Oliveira
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MensagemAssunto: Melanotaenia boesemani   Ter 22 Jun 2010, 00:50Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.


Melanotaenia boesemani - photo© Gunther Schmida

Melanotaenia boesemani
________________________________________
Allen and Cross, 1980
Boeseman's Rainbowfish

Sumário da Espécie

De Outubro 1954 e até Maio 1955 Marinus Boeseman fez parte de uma expedição de colecta para o Museu de História Natural de Leiden (Rijksmuseum van Natuurlijke Historie) da Nova Guiné Holandesa (Papua Ocidental) com L.D. Brongersma e L.B. Holthuis. A sua tarefa era providenciar um conhecimento minucioso da fauna aquática através de uma vigilância intensiva ao maior número possível de rios e lagos em Papua Ocidental. Essa tarefa foi levada a peito e num período relativamente curto, muitas localidades foram visitadas, resultando numa rica colecta para o museu em Leiden. Por entre os lugares que ele visitou estão o Lago Sentani, Rio Tami, Ilha Biak, Lago Jamoer (Yamur), Lagos Wissel, Lagos Ajamaroe (Ayamaru), Lago Aitinjo (Aytinjo), e os Rios Merauke e Digul. Essa colecta incluiu muitos peixes Arco-íris, mas um estudo minucioso desse material e de todas as novas espécies nunca foi feito por Boeseman.
Como parte da sua preparação para a revisão da família dos peixes Arco-íris, Gerald Allen estudou a colecta Holandesa de 1954-55 até ao fim dos anos 70. Ele descobriu nada menos que quatro novas espécies, as quais descreveu em 1980 com Norbert Cross. Estas espécies foram Melanotaenia boesemani, M. ajamaruensis, M. japenensis e Glossolepis pseudoincisus. Melanotaenia boesemani M. ajamaruensis foram colectadas em Março de 1955 por Marinus Boeseman e seus companheiros nos Lagos Ayamaru, um complexo de lagos do Rio Ayamaru, no centro da Península Vogelkop, Papua Ocidental. Espécimes de Melanotaenia boesemani foram também encontrados no Lago Aytinjo, 25 km para o Sudoeste das aldeias Ayamaru e Djitmau, cerca de 3 km para Sul dos Lagos Ayamaru. Os espécimes preservados em álcool ainda mostravam o pouco vulgar padrão de cor.
O padrão de cor do macho Melanotaenia boesemani é completamente diferente dos demais peixes Arco-íris e apresentam uma coloração metade - metade (50% / 50%) quando adultos. A cabeça e a primeira metade do corpo são cinza azulado vivo, por vezes quase negro, com as barbatanas e a metade posterior do corpo apresentando um forte laranja avermelhado. Entre estas duas áreas, ou logo atrás das barbatanas peitorais, têm barras verticais escuras e claras alternando entre si. A sua coloração na natureza pode, de certa forma, desvanecer em cativeiro, possivelmente devido a insuficiências na sua dieta ou apenas ao cativeiro propriamente dito. Os machos são facilmente distinguidos das fêmeas pela sua cor diferente e pelos maiores e alongados raios nas barbatanas dorsais. São geralmente mais profundos que as fêmeas e podem chegar a um tamanho máximo de 12 cm mas ficando geralmente em menos de 10cm.


Melanotaenia boesemani [Lake Aytinjo female] - photo© Joël Felix

As fêmeas apresentam uma faixa médio-lateral larga e escura acompanhada por uma serie de faixas longitudinais estreitas amarelas ou laranja avermelhado correspondentes a cada fila de escamas e que escurecem ou brilham conforme a disposição. Fêmeas mais velhas, adultas, apresentam por vezes uma coloração semelhante aos machos subordinados, mas em geral facilmente identificadas pela menor profundidade do corpo / peito e pelas margens das barbatanas mais arredondadas.

Em Novembro de 1982, Gerry Allen teve a oportunidade de colectar espécimes vivos durante uma visita á remota Península Vogelkop. Heiko Bleher, um bem conhecido colector de peixes ornamentais, acompanhou Gerry Allen na viagem e conseguiu transportar alguns espécimes vivos capturados de volta á Europa, onde depois foram reproduzidos e distribuídos no Aquarísmo. Na altura pensava-se que as fêmeas de Melanotaenia boesemani fossem Melanotaenia ajamaruensis. Em 1998, Heiko Bleher colectou mais espécimes vivos de Melanotaenia boesemani do Lago Aytinjo, que também foram distribuídos pelo Aquarísmo.

Distribuição & Habitat
Melanotaenia boesemani encontra-se maioritariamente no Lago Ayamaru e alguns afluentes circundantes, mas também nos Lagos Hain e Aytinjo. A região dos Lagos Ayamaru está localizada a cerca de 120 Km Este – Sudeste de Sorong, na nascente do Rio Ayamaru, na região montanhosa da Península Vogelkop, Papua Ocidental. A região contém vários pequenos lagos de água fresca e pântanos associados. O maior lago, o Lago Ayamaru desagua para Este, através de outros dois lagos (Lago Hain e Lago Ajtinjo) para um afluente mais alto do Rio Kais que eventualmente corre para Sul, para o Mar Ceram.

Os lagos estão centralmente posicionados no Planalto Ayamaru, uma região bastante árdua e irregular. A elevação média do planalto está reportada como 350 metros acima do nível do mar. O Planalto Ayamaru extende-se por 20-30 Km para Sul e Sudoeste dos lagos anteriores oferecendo uma vasta zona de valiosas paisagens aluviais dissecadas por largos vales de rios alagados.

O Lago Ayamaru tem uma área de aproximadamente 22 km² e está localizado em terreno plano, a cerca de 250 metros de altitude. O lago tem uma profundidade irregular, com água límpida e vegetação abundante. Nos meses mais húmidos (Abril – Junho) pode elevar-se até 5 metros em ralação ao nível na estação seca; nunca seca completamente mas a linha de água retrocede várias centenas de metros. Tem um fundo lamacento e os sedimentos nas margens são reportados como areia ou argila caulina branca.
Os lagos e rios tem um pH de 6.4 – 7.8 (de Vries, 1962) e temperatura de 26 - 27°C. Heiko Bleher reportou os parâmetros da agua com pH 9.0, dureza 5° dGH, e condutividade 145 mS. Quando Marinus Boeseman colectou os seus espécimes, reportou um pH de 6.4 - 6.5.

Em Agosto de 1959, G. A. Reeskamp vigiou os lagos com o objectivo de determinar o potencial piscatório dos lagos. Ele reportou os lagos como pouco profundos e interligados por canais que talvez fossem melhor denominados por "broads" (rede de pequenos rios, canais e lagos interligados). Os três lagos rondam em média aproximadamente 2.13 metros de profundidade e drenam em direcção a Este para o Rio Kais.
Durante a estação chuvosa o nível da água sobe até aproximadamente 2.74m e não estação seca grandes áreas desses secam. A maior profundidade foi encontrada perto da margem Sul dos lagos, onde foi encontrada uma bacia com cerca de 18.28m de diâmetro e aproximadamente 6.09m de profundidade. A característica mais destacável nos lagos foi a transparência da água.
Devido a essa transparência, existe uma penetração total de luz até ao fundo dos lagos, resultando numa abundante flora. As amostras de plantas aquáticas mostraram-se rijas ao toque, indicando um alto teor de calcário.

O pH da água, determinado por Azul de Bromotimol (Bromothymol blue) foi reportado como 7.8. Os peixes nesses lagos pareceram extremamente escassos em relação á larga área de água disponível. No entanto, ao longo das margens dos riachos menos profundos obtemos a impressão de uma vasta fauna mas em água aberta poucos peixes são vistos, dando a impressão que permanecem nas margens menos profundas dos lagos onde a comida como insectos aquáticos, lesmas, crias de peixe, etc., são mais abundantes.

Os Lagos Ayamaru apenas sustentam um pequeno número de peixes e a maioria destes são de pequeno tamanho e muita diversidade. Os Holandeses introduziram algumas espécies de peixes maiores nos lagos, tal como carpas e peixes labyrinth, em meados dos anos 30, para providenciar novas fontes de proteína animal. Tão cedo como 1938, Trichogaster pectoralis, Helostoma temminckii e Cyprinus carpio foram introduzidos no Lago Ayamaru para fornecer as necessidades de um posto militar Holandes naquela área. As duas primeiras espécies mencionadas ainda são encontradas lá como resultado de uma aclimatização extremamente bem sucedida. Cyprinus carpio foi introduzida no lago em 1938, 1951 e 1969. Gambusia (affinis) foi introduzida em 1959 para controlo da malária.

Reeskamp reportou que "os nativos locais beneficiaram pelo, de certo modo, aumento de peixe disponível já que as espécies nativas estavam aparentemente a esgotar-se desde longos anos. Falando em geral, os métodos de pesca eram muito primitivos e há uma destruição considerável de peixe por envenenamento, localmente conhecido como akar kajoe; ou akar boreh, derivado da planta Derris (Derris elliptica). Este sistema de envenenamento do peixe parece estar a aumentar e tem sem duvida resultados desastrosos na população existente para além de inibir qualquer desenvolvimento a se não for totalmente evitado. Um grande número de crias é morto pelo veneno e é certamente no interesse dos próprios nativos que esta pratica fosse proibida. Reeskamp também recomendou que fosse introduzido nos lagos um peixe comedor de plantas para controlar a grande quantidade de vegetação aquática submersa.

Melanotaenia ajamaruensis, Melanotaenia boesemani, Pseudomugil reticulatus e Glossogobius hoesei foram reportados dos lagos e riachos circundantes. Outras espécies reportadas são Chaenogobius isaza, Arius spp. (uma de coloração creme e outra negra) e Glossamia sp. Existem relatos aparentemente confiáveis que também existem enguias grandes no Lago Aytinjo. Os lagostins são abundantes nos lagos. Duas espécies foram observadas, uma que atinge os 5cm de comprimento e outra de cerca de 10 cm (Cherax holthuisi foram colectadas por M. Boeseman em 1952 do Rio Kais) assim como três espécies de camarões gigantes (Macrobrachium), que os locais denominaram de acordo com as suas cores: udang biru (azul), udang hitam (negro), e udang putih (branco, mas ocasionalmente laranja avermelhado). No entanto, muito poucas pesquisas foram realizadas e, é possível que outras espécies existam nos lagos.
A planta aquática Ceratophyllum demersum foi registada do lago e Eichhornia crassipes foi introduzida nos anos 80, mas espalhou-se apenas numa pequena parte do lago. Formalmente existiam apenas duas espécies de macrófitas (espécies não reportadas), mas desapareceram ou tornaram-se muito raras depois da introdução de Cyprinus carpio. Como resultado, uma pequena espécie de peixe localmente conhecida como 'bobok' foi reportada como extinta devido ao desaparecimento do seu habitat (as macrófitas submersas). Heiko Bleher reportou que o lago está quase repleto de plantas aquáticas, maioritariamente Vallisneria, Ceratophyllum e espécies de Najas.
Boeseman descreveu o Lago Aytinjo como "...um rio alargado, correndo para Sudeste, com um comprimento de 4 Km e largura variando fortemente até um máximo de 350 m. Na borda Noroeste o rio principal alarga para se tornar um lago dividido em duas partes por rápidos consideráveis e pequenas cataratas; na borda Sudeste o lago acaba abruptamente, mas supostamente existe aí uma ligação subterrânea com o Rio Kais. As montanhas cercam o lago de perto, criando margens rochosas e com bastante inclinação, em alguns locais quase perpendiculares e noutros permitindo a criação de largos banco de areia. A agua é límpida, pH cerca de 6.5, correntes fortes apenas nas partes estreitas do lago, incluindo as partes altas. O fundo é rochoso, na maioria coberto de areia, pedras ou grandes rochedos, mas lamacento em alguns locais. A vegetação, ambas, aquática e terrestre, é densa, pelo menos onde o substrato arenoso permite o crescimento.

Notas
Melanotaenia boesemani foi denominada em homenagem a Dr. Marinus Boeseman, o colector do espécime tipo. De acordo com as etiquetas acompanhantes dos espécimes tipo, os nomes nativos para esta espécie são 'sekiak' e 'ikan rascado'. Marinus Boeseman nasceu a 22 de Junho de 1916 em Enkhuizen, um pequeno porto do Lago Zuider na Holland. Apos a morte precoce de seu pai, Marinus, com 11 anos, as suas duas irmãs mais velhas e a sua mãe mudaram-se para Oegstgeest, uma cidade vizinha de Leiden onde ele continuou a sua educação primária e secundária. Em 1935 entrou para a Universidade de Leiden para estudar Biologia. A 1 de Novembro de 1947 foi nomeado curador de peixes do Museu de Historia Natural de Leiden, e manteve esse posto até se reformar a 30 de Junho de 1981. Ele faleceu a 14 de Junho de 2006, com a idade de 90 anos.
Desde a sua introdução no aquarismo, Melanotaenia boesemani tem aumentado firmemente a sua população e actualmente, pode ser considerado o peixe Arco-iris mais popular no aquarismo.

Literatura
Allen, G. R. and N. J. Cross (1980). Description of Five New Rainbowfishes (Melanotaeniidae) from New Guinea. Records of the Western Australian Museum 8 (3): 377-96.
Boeseman, M. (1956). The Lake Resources of Netherlands New Guinea. South Pacific Commission Quarterly Bulletin 6(1): 23-25.
Boeseman, M. (1956). Fresh-water sawfishes and sharks in Netherlands New Guinea. Science 123: 222-223.
Boeseman, M., (1963). Notes on the fishes of Western New Guinea. Zoologische Mededelingen Leiden 38 (14): 221-242.
de Vries, J. (1962). Review of Inland Fisheries in Netherlands New Guinea. South Pacific Commission Fisheries Technical Meeting (Noumea, 5 - 13 February 1962).
Holthuis, L.B., (1956). Native fisheries of freshwater Crustacea in Netherlands New Guinea. Contributions to New Guinea Carcinology. I. - Nova Guinea (n. ser.) 7(2): 123-137.
Reeskamp, G.A. (1961). Report of a Preliminary Survey of the Ajamaroe Lakes, Netherlands New Guinea. Indo-Pacific Fisheries Council - Occasional Paper 61/12. Food and Agricultural Organization of the United Nations.

Texto original

Texto traduzido por Helder Oliveira

Direitos de tradução reservados - www.peixefauna.com


Última edição por Helder Oliveira em Seg 28 Jun 2010, 22:43, editado 1 vez(es) (Razão : Erros ortográficos)
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Vera Santos
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MensagemAssunto: Re: Melanotaenia boesemani   Ter 22 Jun 2010, 06:37Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

Onde descobriste uma descrição tão completa de um peixe???Tá espectacular!
Abraço
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Filipejsmonteiro
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MensagemAssunto: Re: Melanotaenia boesemani   Ter 22 Jun 2010, 18:45Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

Vera, onde diz Literatura lol!
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Helder Oliveira
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MensagemAssunto: Re: Melanotaenia boesemani   Ter 22 Jun 2010, 18:57Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

Filipejsmonteiro escreveu:
Vera, onde diz Literatura lol!

Boas

Por acaso enganas-te redondamente, mas como és recém chegado, ainda vais a tempo de descobrir as coisas da casa.

(link de traduçoes na minha assinatura, és benvindo a participar!)

@Vera

eu nao descobri, descobriram por mim!
Apenas me limitei a tentar traduzir no melhor que pude para enriquecer um pouco o forum.

Já nao é o 1° artigo, como de resto ja deves ter constatado.

Abraço
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Vera Santos
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MensagemAssunto: Re: Melanotaenia boesemani   Ter 22 Jun 2010, 20:53Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

Filipejsmonteiro escreveu:
Vera, onde diz Literatura...

Tás a ver pá Razz eu já sabia mas o malandro não dá o site ou sites! Razz Razz Razz
Quer tudo só pra ele Suspect Suspect

Diz lá os sites á gente!!!!! lol! lol!

Olha que não tou a brincar!! Invejoso :scratch: :scratch:

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Helder Oliveira
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MensagemAssunto: Re: Melanotaenia boesemani   Ter 22 Jun 2010, 20:59Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

Very Happy

aqui tens Melanotaenias

e o Nuno Duarte tem muitos mais para traduzir.... fazia falta mais uma ajudinha...

Abraço
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MensagemAssunto: Re: Melanotaenia boesemani   Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

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