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Melanotaenia ajumaruensis

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Helder Oliveira
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MensagemAssunto: Melanotaenia ajumaruensis   Qua 02 Jun 2010, 22:08Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.


Melanotaenia ajamaruensis - photo© Laurent Pouyaud

Melanotaenia ajamaruensis
________________________________________
Allen and Cross, 1980
Ajamaru Rainbowfish

Sumário da Espécie
De Outubro 1954 e até Maio 1955 Marinus Boeseman fez parte de uma expedição de colecta para o Museu de História Natural de Leiden (Rijksmuseum van Natuurlijke Historie) da Nova Guiné Holandesa (Papua Ocidental). Entre os lugares que ele visitou estão o Lago Sentani, Rio Tami, Ilha Biask, Lago Jamoer (Yamur), Lagos Wissel, Lagos Ajamaru, Lago Ajtinjo, Merauke e o Rio Digul. Esta colecta incluiu muitos peixes Arco-íris, mas o seu estudo ou descrição nunca foram feitos por Boeseman.
Como parte da sua preparação para a revisão da família dos peixes Arco-íris, Gerald Allen estudou a colecta Boeseman de 1954-55 durante 1975 e 1977. Ele descobriu nada menos que quatro novas espécies, as quais descreveu em 1980 com Norbert Cross. Estas espécies foram Melanotaenia boesemani, M. ajamaruensis, M. japenensis e Glossolepis pseudoincisus.
Das notas de campo, foi afirmado que Melanotaenia ajamaruensis são azul metálico para amarelado ou verde com faixas longitudinais laranja ou amarelo e escamas escuras no bordo. Os machos adultos têm a primeira barbatana dorsal mais elevada, sobrepondo o inicio da segunda barbatana dorsal quando retraída. O corpo é oval e comprimido lateralmente, crescem até um tamanho de cerca de 11 cm e os machos são geralmente mais profundos que as fêmeas. Foram nomeados ´ajamaruensis´ em referência aos Lagos Ajamaru, a localização típica e único local de colecta desta espécie conhecido nesta altura.
Em 1980 Allen & Cross descreveram M. ajamaruensis como uma espécie de Melanotaenia com a seguinte combinação de características: raios dorsais IV a VI, 15 a 19; raios anais I, 21 a 27; raios peitorais 13 a 15; filas horizontais de escamas 7 ou 8; filas verticais de escamas 34 a 37; escamas pré-dorsais 13 a 16; escamas do preopérculo 9 to 16; cor gradiente geralmente castanho avermelhado na metade traseira e anterior do corpo, para amarelo ou castanho pálido posteriormente com series de faixas horizontais vermelho - castanho, em liberdade, cor azul metalizado para amarelado ou verde com faixas longitudinais amarelo.
M. boesemani é prontamente separável de M. ajamaruensis com base na contagem dos raios da segunda barbatana dorsal e anal. A espécie formal tem 10 a 14 raios dorsais (geralmente 12 a 13) e 17 to 23 raios anais (geralmente 18 a 21) comparada com 15 a 19 (geralmente 15 a 17) e 21 a 27 (geralmente 22 a 24) para M. ajamaruensis. Embora estas espécies possuam uma coloração e forma corporal similar, as faixas laterais tendem a ser mais pronunciadas na M. ajamaruensis, particularmente a médio-lateral e a faixa logo abaixo desta. M. ajamaruensis ainda difere de M. boesemani por ser mais esguia e por ter o inicio da primeira barbatana dorsal mais adiantado (cerca do diâmetro de meio olho) em relação ao inicio da barbatana anal comparado com a posição aproximadamente equivalente das mesmas barbatanas em M. boesemani.

Distribuição & Habitat
M. ajamaruensis é um peixe Arco-íris de lago e corrente, encontrado em águas relativamente límpidas e alcalinas com vegetação aquática abundante. Espécimes para museu foram colectados em Março de 1955 por Marinus Boeseman e seus companheiros nos lagos Ayamaru, um complexo de lagos no Rio Ayamaru no centro da Península Vogelkop, na extremidade ocidental de Nova Guiné. A região dos Lagos Ayamaru está localizada a cerca de 120 Km Este – Sudeste de Sorong, na nascente do Rio Ayamaru, na região montanhosa da Península Vogelkop, Papua Ocidental. A região contém vários pequenos lagos de água fresca e pântanos associados. O maior lago, o Lago Ayamaru desagua para Este, através de outros dois lagos (Lago Hain e Lago Ajtinjo) para um afluente mais alto do Rio Kais que eventualmente corre para Sul, para o Mar Ceram. O Lago Uter é um lago muito pequeno, situado na nascente do Lago Ajtinjo. Os lagos estão centralmente posicionados no Planalto Ayamaru, uma região bastante árdua e irregular. A elevação média do planalto está reportada como 350 metros acima do nível do mar. O Planalto Ayamaru extende-se por 20-30 Km para Sul e Sudoeste dos lagos anteriores oferecendo uma vasta zona de valiosas paisagens aluviais dissecadas por largos vales de rios alagados.
Os Lagos Ayamaru originalmente continham um pequeno numero de peixes e na sua maioria eram de pequena diversidade e tamanho. Os Holandeses introduziram nos lagos espécies maiores como Cyprinus carpio e anabantídeos em meio dos anos 30 para para providenciar novas fontes proteína animal. Tão cedo como 1938, Trichogaster pectoralis, Helostoma temminckii e Cyprinus carpio foram introduzidos no Lago Ayamaru para abastecer os requerimentos de um posto militar Holandês na área. Cyprinus carpio foi introduzido no lago em 1938, 1951 e 1969. Tilapia foram introduzidas em Dezembro de 1958, os abastecimentos foram obtidos de um viveiro em Manokwari. Gambusia (affinis) foi introduzida em 1959 para controlo da malária.


Notas
Em Novembro de 1982, Gerry Allen teve a oportunidade de colectar espécimes vivos durante uma visita á remota Península Vogelkop. Heiko Bleher, um bem conhecido colector de peixes ornamentais, acompanhou na viagem e conseguiu transportar alguns espécimes vivos capturados de volta á Europa, onde depois foram reproduzidos e distribuídos no Aquarismo como M. boesemani. Na altura pensava-se que as fêmeas de M. boesemani fossem M. ajamaruensis. As cores naturais de M. ajamaruensis permaneceram desconhecidas na altura. Os exemplares preservados no Museu de Leiden foram os únicos até agora colectados.
Em 2007, foram conduzidas algumas pelo ‘Papuan National Marine and Fisheries Research’, pela ‘Academy of Fishery Sorong’, e pelo ‘Institut de recherche pour le développement (IRD) Jakarta’ iem cinco bioregiões de Papua Ocidental. Durante a viagem de colecta á região de Sorong foram colectados aproximadamente 352 peixes Arco-íris e entre eles estavam algumas espécies desconhecidas. Por entre as espécies colectadas nesta região estavam espécimes que foram considerados capazes de condizer com os espécimes típicos de M. ajamaruensis segundo a descrição de Allen & Cross em 1980. Foram colectados numa secção elevado dum pequeno rio perto do Lago Ayamaru. Este rio é um antigo desagúe na parte ocidental do lago, mas não corre para outro lago, corre para uma secção subterrânea. Não existe ligação entre o lago e o rio e, M. boesemani não se encontra no rio. Actualmente, esta é a única localização conhecida de M. ajamaruensis e pensa-se que já não existem no Lago Ajamaru. A coloração de M. ajamaruensis pode ser muito mais intensa do que a mostrada na fotografia acima, apresentando um vermelho vivo para vermelho alaranjado (L. Pouyaud 2009, pers. comm.). A Melanotaenia ajamaruensis não está actualmente disponível no Aquarismo.
Nota: A caracteristica interessante em M. ajamaruensis é a sua acentuada semelhança com M. boesemani. É possível que através dos anos, espécimes de M. ajamaruensis tenham sido misturados com algumas das primeiras colectas de M. boesemani do Lago Ayamaru? Talvez M. ajamaruensis nunca tenha ocurrido no Lago Ayamaru em primeiro lugar?

Literatura
Allen, G. R. and N. J. Cross (1980). Description of Five New Rainbowfishes (Melanotaeniidae) from New Guinea. Records of the Western Australian Museum 8 (3): 377-96.
Boeseman, M. (1956). The Lake Resources of Netherlands New Guinea. South Pacific Commission Quarterly Bulletin 6(1): 23-25.
Boeseman, M. (1956). Fresh-water sawfishes and sharks in Netherlands New Guinea. Science 123: 222-223.
Pouyaud, L. (2009) Personal Communications.


Texto original

Texto traduzido por Helder Oliveira

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