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Terminologia da genética - Bettas

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Nuno Duarte
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MensagemAssunto: Terminologia da genética - Bettas   Dom 21 Mar 2010, 09:28Responder ao tópico

Terminologia da genética

Quando criamos bettas, pode ser muito útil saber alguns fundamentos sobre genética. Uma coisa que é realmente importante na genética é entender a terminologia usada. Neste artigo, eu tentarei clarear e cobrir forma simplificada, alguns dos fundamentos que são indispensáveis entender na genética do betta.

DNA: Ácido de Desoxirribonucléico, o material herdado de um organismo.

Gene: As unidades de herança que transmitem as informações dos pais para a descendência.

Cromossoma: Uma associação de genes enfileirada no núcleo de todas as células eucarióticas que é visível durante meiose e mitose. Um cromossoma consiste de DNA e proteínas. Um organismo sempre tem 2n cromossomos, o que significa que todos os cromossomas são emparelhados.

Genótipo: Esta é a constituição genética de um organismo: os genes.

Fenótipo: As características físicas e fisiológicas de um organismo. Estas são influenciadas pela constituição genética (genes) e pelo meio circundante.

Alelo: Outra palavra para gene. Cada cromossomo tem uma cópia deste alelo, assim um gene-par.

Homozigoto: Este termo indica que um organismo tem dois alelos idênticos em um único lugar em um cromossomo. Isto resulta em um organismo que gera somente uma única característica.

Heterozigoto: Este termo indica que um organismo tem duas cópias diferentes de genes em cada cromossomo.

Gene dominante: Em um heterozigoto, este alelo (gene) é manifestado completamente no fenótipo. Em esquemas genéticos, estes genes são descritos sempre com uma letra maiúscula.

Gene recessivo: Em um heterozigoto, este alelo (gene) é completamente mascarado no fenótipo. Em esquemas genéticos, estes genes são descritos sempre com uma letra minúscula.

Gene intermediário: Isto é quando em um heterozigoto, um alelo (gene) não é mascarado completamente no fenótipo.

Você já pode ver algumas das características do gene.

Bons exemplos disto são os genes para crowntail e doubletail. - peixe com uma só cópia do gene crowntail (ct) (na maioria das vezes) já mostra algumas extensões de raio. - peixe com uma só cópia do gene doubletail (dt) (na maioria das vezes) já mostra uma nadadeira dorsal mais larga e formato mais cheio.

Como indicar as gerações diferentes?

Quando dois pais sem conexão (P) são cruzados, a descendência híbrida deles é chamada de geração F1 (para a primeira geração filial).

Quando a geração F1 é cruzada a descendência dela é chamada de geração F2 (para a segunda geração filial).

Quando a geração F2 é cruzada a descendência dela é chamada de geração F3 (para a terceira geração filial). E assim por diante...

Agora tente visualizar isto usando, por exemplo, o alelo para cor de cabelo em humanos: Cabelo marrom é uma característica dominante. Como é possível que dois pais com cabelos marrons têm uma filha loura? O alelo para “cabelo marrom” é dominante e descrito com “B”. O alelo para “cabelo louro” é recessivo e descrito com "b".

A resposta repousa aqui: Lembre-se que todos o alelos entram em pares e que os pais têm que ser heterozigotos para o alelo “cor de cabelo”.

Isto significa que ambos os pais têm que possuir a característica recessiva para cabelo loiro (“b") além da característica dominante para cabelo marrom (“B"), portanto [ambos serão] “Bb".

A melhor coisa para visualizar isto é pelo uso de um quadro Punnet: Resumo: A descendência dos dois pais que carregam o genótipo heterozigoto "Bb" pode resultar na seguinte descendência: 25% homozigoto para cabelo marrom (“BB"), 50% heterozigoto para cabelo marrom (“Bb") e 25% homozigoto para cabelo loiro (“bb").


Inbreeding, linebreeding e outcrossing

Para criar boa qualidade de betta splendens, métodos de procriação diferentes são usados. Inbreeding, linebreeding e outcrossing representam um papel importante na construção de uma linhagem de qualidade do Betta.

Inbreeding: um programa sistemático de criação de animais de relacionamentos próximos. Isto geralmente se refere para acasalamentos entre pai e filha, mãe e filho e irmão e irmã.

Linebreeding: Este termo é usado para descrever um programa de inbreeding menos intenso. Isto geralmente se refere a acasalamentos entre parentes próximos como tio com sobrinha e meio irmão com meia irmã.

Outcrossing: refere-se ao acasalamento de dois [peixes] de linhagens sem conexão.

O que faz o inbreeding no senso genético? Inbreeding aumentará a probabilidade de qualquer determinado gene tenha duas cópias idênticas derivadas de um mesmo antepassado. Tende a fazer todos os genes mais homozigotos.

Lembre-se que cada animal tem duas cópias de um determinado gene (falando tecnicamente, dois alelos em cada lugar no cromossomo) um de cada reprodutor. Infelizmente nós não podemos selecionar somente os genes que desejamos porque os genes vêm como um pacote… A pessoa tem que se lembrar disso na busca por fixar as características desejadas através de inbreeding, pois sempre há a chance de nós, sem intenção, perdermos alguns dos genes desejados (“bons”) e fixarmos alguns genes indesejados (“ruim") que aparecem ao longo do processo. Bons exemplos disto são por exemplo as linhagens inatas de roedores do laboratório.

O processo de inbreeding usado para criar estes tipos de linhagens, na maioria das vezes, matava a maioria das linhagens entre as 8ª e 12ª gerações devido a uma perda de fertilidade (redução no tamanho da ninhada) e viabilidade.

As linhagens que sobrevivem estas 8ª-12ª gerações críticas formam as linhagens inatas de laboratório. Estes animais são homozigotos para uma seleção mais ou menos aleatória de genes derivados do par inicial.

Por que de outcrossing é necessário?

Como descrito acima no exemplo dos roedores de laboratório, em geral podem ser feitos inbreeding até F8 (8ª geração). Maiores [quantidades de inbreeding] a taxa de sucesso de procriação é realmente baixa nesta fase.

Quando nós extrapolamos este exemplo para o betta splendens, inbreeding intenso podem resultar em peixe que mostra várias características indesejadas tais como: corpos menores, diminuição de viabilidade, diminuição de agressividade, diminuição de fertilidade, não construção de ninhos, peixe que não são capazes de se enroscar ao redor da fêmea, etc. Isto [indica] porque é aconselhável usar uma abertura [genética] no acasalamento (parceiros sem relacionamento genético, sangue fresco) de vez em quando para manter as linhas saudáveis e viáveis.

Quando o criador vai escolher o candidato para a abertura [da linhagem] genética, sempre precisa decidir qual candidato possui as características desejadas que podem melhorar a linha inata estabelecida. Certamente há também um risco em abrir a linhagem porque um criador pode perder o tipo de betta no qual ele estava trabalhado por muito tempo.

Criadores decidem freqüentemente cruzar a descendência híbrida [resultante] de um cruzamento aberto com os da linhagem original deles [híbrido descendente x peixe da linhagem original – inbreeding?]. Isto para somar o novo ou melhorar as características que foram trazidas devido ao uso da abertura da linhagem [outcross], mas também para eliminar as possíveis características ruins introduzidas por ela [a abertura da linhagem].

Referências/Créditos:

1. Campbell, N.A., “Biology”, Fourth edition, The Benjamin/Cummings Publishing Company, Inc., ISBN 0-8053-1940-9
2. Zakwoordenboek der Geneeskunde, 25ste geheel herziene druk, Elsevier/koninklijke PBNA, ISBN 90-6228-255-5 3. Betta Bunnies genetic page


Betta Territory (http://vanriel.myadsl.nl)

Artigo retirado de www.agostinhomonteiro.com.br/


Quero deixar um agradecimento ao amigo Agostinho por autorizar a publicação deste artigo.

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lino_51
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MensagemAssunto: Re: Terminologia da genética - Bettas   Qua 14 Ago 2013, 23:01Responder ao tópico

Meio complicado, mais belo post...
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