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Artigo sobre Apistogrammas baseado na minha experiência

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Ricardo A. Silva

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MensagemAssunto: Artigo sobre Apistogrammas baseado na minha experiência   Dom 30 Ago 2009, 20:45Responder ao tópico

O Apistogramma como a maior parte de vocês sabe, pertence ao grupo da Grande família dos Ciclideos ( Cichlidae ), ordem Perciformes.

“Reza” a história que, os primeiros Apistos foram descritos em cerca de 1860/61, cujo nome foi dado por Regan, foi proposto inicialmente em Março de 1906 mas apenas em 1913 se começou a ser usado como referência.

O nome Apistogramma foi dado devido á linha horizontal que têm ao longo do corpo desde a cauda até aos olhos, são peixes que vivem na América do sil, podem atinguir o máximo de 10 cm ou de 3 cm, como uma das espécies que mantive: Apistogramma Nijsseni.

Num aquário, é de referir que poderão ser mantidos em comunitários, biótipos ou em naturais aquários de selecção/reprodução, desde que se tenha em especial atenção a qualidade da água, que deve ser bastante mole. Quanto ao PH poderá variar de espécie para espécie, pois como vivem numa área muito ampla, o que faz com que algumas espectes vivam em águas bastantes escuras e com PH de 4,0 onde a temperatura pode atingir mínimos máximos de 22ºC.

Visto que os Apistogrammas são peixes de fundo/área, na minha opinião, deve-se no mínimo oferecer como habitat um aquário de 80x40 de área, oferecendo assim vários territórios, isto dependendo sempre da espécies que mantemos, podendo usar vasos, xistos, troncos, cascas de côco etc, eu uso troncos pois tornam a água escura tal como na natureza.
São peixes bastante territoriais, lutando por território;acasalamento;protecção de alevins ou até mesmo por comida.

A reprodução é relativamente fácil, porém, existem certas exigências para cada espécie.

Num exemplo, a maior parte de quem os mantém com fins reprodutivos, mantém um casal num aquário típico 60x30x30, podendo colocar Corydoras e Tetras.
Corydoras pois sempre vão limpando os restos de comida.
Tetras porque ajudam a dissipar a agressividade tanto do macho como da fêmea.

Eu aconselho que, com a proximidade da desova, fossem retiradas as Corydoras, pois existe o risco dos ovos serem devorados. Após o nascimento, os alevins serão um petisco para os Tetras sejam de que especie forem, logo, mal os alevins comecem a nadar, aconselho também a retira-los.

Se optarem por deixar lá ambas as espécies além Apistogrammas, deverão sempre ter atenção ás investidas, pois por protecção da nova prole, tornam-se realmente bastante agressivos, e por experiência própria, num aquário 80x40x40 onde tinha um casal selvagem de Apistogramma Bitaeniata, vi na altura da desova “virarem” 5 Corydoras Schwartzi.

Para preparar um bom habitat, esconderijos e muita flora, principalmente musgo de java junto ás possíveis tocas, são refúgios excelentes para a pequenada.

Falando da reprodução propriamente dita... Os progenitores devem ser bem alimentados, existe uma grande diversidade de alimentos de boa qualidade, porém, o alimento vivo é sempre a melhor opção.

Um dos comportamentos pioneiros, é o macho andar em constante perceguiçao á fêmea, que até ela o aceitar irá fugir dele. Uma vez aceite, o macho começa em danças mais vigorosas, abrindo as barbatanas e realçando as suas cores, ai a fêmea vai ganhando um tom amarelado, ou vermelho alaranjado dependendo da especie, isto após se aceitarem mutuamente.
A fêmea começa então a ser mais agressiva para o macho ao que ele mostra submissão, ai os dois escolhem um local de desova, local esse limpo.
Dependendo da toca, a femea ficará temporariamente, entre 36 e 48 horas sem se ver, saindo apenas para comer.

Após o nascimento dos pequenos, irão estar na toca por mais 3 a 7 dias, onde ainda se vão alimentando do saco vitelino e sempre sob o olhar atento da femea, que os vai mudando de sitio caso ache mais seguro. Aconselho aqui colocar comida que fique no fundo, dando um pouco a mais que o costume, isto para que o casal fique mais seguro sabendo que existe comida suficiente para a prole vingar. Ao fim dessa semana, os pequenos já poderão ser alimentados com alimento vivo e irão começao a nadar livremente, sempre junto á mãe, que para eles conhecerem o habitat leva-os em pequenas “expedições”.

O cuidado com os choques térmicos e de PH nesta altura devem ser redobrados, tal como o filtro, caso não seja de esponja, teremos de colocar lã de vidro para Aquariofilia ou esponja á entrada da água para o filtro interno, externo ou de cascata...

Deve-se a partir dos primeiros 25 dias, mais ou menos, controlar diariamente o comportamento de quem lhes deu vida, pois podem-na tirar caso se preparem para uma nova postura, caso aconteça o casal começar a ficar agressivo para os alevins e os queiram “safar”, poderão então trasporta-los para um aquário idêntico ao que nasceram, transportando também a água do mesmo pelo menos que encha o aquário 70%, enchendo a restante percentagem diariamente até atingir a litragem total, neste caso, um aquário 40x30x25 é o suficiente, apenas com um filtro de esponja.



De uma maneira geral, podemos passar á prática oferecendo com um baixo sacrifício monetário, um aquário biótopo para Apistogrammas de qualidade, pois para além de conter espécies magnificas como os Bitaeniata, Hognsloi, MacMasteri etc, o seu comportamento desde a luta por comida até á reprodução e protecção dos alevins, passando por lutas territoriais, por comida, rituais nupciais etc, podemos observar movimentos e aventuras novas dentro do aquário todos os dias, o que no meu entender é uma aventura interessantíssima manter um aquário para Apistogrammas, seja ele apenas para os manter ou reproduzir, é sem sombra de duvidas, dos grandes momentos que a Aquariofilia nos proporciona.

Fotos não tenho para acompanhar este meu primeiro artigo sobre Apistogrammas, pois no aquário onde os mantenho ( 120x40x60 ), tem muitos esconderijos, troncos e vasos, o que faz com que seja uma tarefa quase impossível fotografa-los com amplitude e qualidade.

Alguma questão ou critica estão á vontade, pois escrevi com base no que tenho lido ao longo do tempo e da minha experiência que já tive com várias espécies.


Cumprimentos,

Ricardo A. Silva
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Cláudia Araújo

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MensagemAssunto: Re: Artigo sobre Apistogrammas baseado na minha experiência   Dom 30 Ago 2009, 21:22Responder ao tópico

Muito bom Ricardo.
Obrigado por partilhar
Abraço
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Ricardo A. Silva

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MensagemAssunto: Re: Artigo sobre Apistogrammas baseado na minha experiência   Dom 30 Ago 2009, 21:37Responder ao tópico

Boas,

Como referi, este artigo tem como base a minha experiência, não será bem numa forma generalizada pois foram situações que fui adoptando com o tempo que mantive as várias espécies.
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MensagemAssunto: Re: Artigo sobre Apistogrammas baseado na minha experiência   Responder ao tópico

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Artigo sobre Apistogrammas baseado na minha experiência

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