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Beaufortia kweichowensis

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David.Amaro
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Nome Real : David
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MensagemAssunto: Beaufortia kweichowensis   Seg 29 Abr 2013, 05:53Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

Beaufortia kweichowensis



Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Cypriniformes
Família: Gastromyzontidae
Género: Beaufortia
Spécie: Beaufortia kweichowensis

Habitat Natural

É originário da China. Vive em rios velozes de águas mais frias em terras de maior altitude. Habita rios com elevada concentração de oxigénio e pouca vegetação aquática. Normalmente os exemplares que vemos à venda foram capturados directamente do seu habitat natural.

Acessibilidade

É encontrado nas lojas de animais com vários nomes; “botia borboleta”, ou “plecostomo borboleta” ou simplesmente “borboleta" são alguns dos nomes que encontrei. Chame-mos-lhe então de Borboleta simplesmente.
Quando vi um pela primeira vez terá sido há cerca de 8 anos. Hoje já o vejo disponível com mais frequência mas mesmo assim considero que seja uma espécie pouco comum nas lojas de animais e quanto mais exótica a variedade de Borboleta mais difícil será encontrá-la. O preço é acessível consoante o o exotismo ou raridade do exemplar.

Características ideais da água do aquário

pH (medida da concentração de iões de hidrogénio na água): 7.0 - 8.0
dGH (medida da concentração de certos iões divalentes na água): 5 - 10
Temperatura: 20ºC – 25ºC
Volume de água: 120 Litros mínimo

Características ideais de um aquário com Borboletas

Um aquário com Borboletas deveria idealmente ser de areia fina repleta de seixos largos e macios. Muitos esconderijos formados pelos seixos são necessários. Pouca a média quantidade de vegetação plantada entre as rochas. A água deve ter muito movimento e estar sempre mais oxigenada do que o normal.

Caracteristicas físicas do espécime

O Borboleta tem um corpo de formato bastante singular. Atinge os 8 centímetros de comprimento e não tem escamas. É por vezes confundido com com membros da família dos loricarídeos como o plecostomus por exemplo... no entanto não o é...
Sendo de cor verde azeitona com pequeninas pintas de cor variável espalhadas pelo dorso, é semelhante a todas as outras espécies de gastromyzontideos havendo apenas diferenças nos padrões e na tonalidade. O seu corpo está perfeitamente adaptado a uma vida em rios com fortes correntes de água. É achatado e parece-se também com uma raia. Possui largas barbatanas peitorais em forma radial, barbatanas  estas que o ajudam na locomoção e lhe permite literalmente caminhar pelo fundo do rio. As mesmas são fortalecidas pelos prolongamentos das espinhas que se fundem com os raios da barbatana dando-lhe mais poder de locomoção. A sua boca é virada para baixo e em forma de ventosa. É ela que lhe permite estar colado às rochas sem ser levado pela corrente dos rios. A barbatana dorsal é pequena e situa-se perto da barbatana caudal. Quando colado ao vidro é possível ver o seu coração bater através da pele do seu ventre transparente.

Alimentação

A alimentação do Borboleta é complexa e deve ser estudada e planeada antes de se comprar o espécime. Usualmente leio em sites de aquariofilia, ou em fóruns que a alimentação do Borboleta é simplesmente “algas” ou então “algas e pastilhas” ou então “algas, pastilhas e flocos”, informação esta que está errada ou incompleta pois o Borboleta não deveria ser alimentado só com isto, mas sim ter isto como complemento à sua alimentação. É comum ouvir pessoas dizerem principalmente nas lojas de animais:  “é tipo plecostomus! Manda-se o comprimido e ele come!” ou “é um limpa vidros! agarra-se aos vidros e come as algas” – Isto é absolutamente falso. Ele necessita de se alimentar do bio-filme que se encontra à superfície das rochas, que leva muito tempo a se desenvolver. O bio-filme é como já referi na ficha técnica do Gyrinocheilus aymonieri uma fina camada de colónias de microrganismos que se forma sobre as superfícies dos troncos, areias ou seixos dos rios. Mais cedo ou mais tarde começará a acumular nele outros organismos como algas ou larvas de pequenos insectos. Este bio-filme é muito importante para a maioria dos peixes com bocas sugadoras mas especialmente para a família dos Gastromyzontideos e caso seja desprezado o peixe poderá desenvolver carências, ou não se desenvolver correctamente ou viver menos anos do que o esperado. Leva tempo a se formar de modo que não se deve introduzir o Borboleta num aquário recentemente instalado. Eu tive um Borboleta num aquário de 60 litros achando eu que seria suficiente. As poucas rochas do meu aquário estavam cobertas por uma goma esverdeada e portanto achei que seria o suficiente para ele. Em poucos meses todas as rochas foram limpas por ele e portanto um aquário de 60 litros não chega para criar bio-filme de forma sustentável. Também tinha poucas rochas o que dificultou a situação. Também não tinha um filtro forte pelo que a criação de um bio-filme “saudável” sobre as rochas fica impossibilitado. Achei que o peixe se alimentaria dos comprimidos que caíam ao fundo mas não o fez e achei também que ele se iria alimentar das algas coladas aos vidros... Os leitores achar-me-ão parvo mas confesso que estou um pouco emocionado ao escrever este texto porque o raio do peixe foi caro, é uma espécie rara que é capturada directamente do seu habitat natural e porque literalmente morreu à fome sei eu saber o que se passava. Apeguei-me muito a ele e fiquei muito triste quando morreu porque gostava de lhe ter dado a casa que ele merecia.  
Adiante... a alimentação do Borboleta deve consistir em bio-filme dos seixos, pastilhas próprias para peixes de fundo, flocos e alimentos vivos. O único alimento que não se deve desprezar é o bio-filme. É importante ter um aquário muito grande com um filtro posicionado mais profundamente, de forma a direccionar a forte corrente junto da superfície dos seixos. Não só estaremos a recriar o ambiente perfeito para eles como estaremos a dar hipótese a que uma camada saudável e nutritiva de bio-filme se crie de forma sustentável.

Sociabilidade

A sua sociabilidade também é complexa. Não convém te-lo em menos de grupos de 6. Se for um Borboleta sozinho ficará deprimido. Se forem 6 sentir-se-ão bem, de vez em quando podendo haver uma ou outra escaramuça entre eles (são ligeiramente territoriais), se forem grupos de 20 serão peixes a mais e o aquário não consegue sustentar 20 borboletas territoriais que necessitam cada um deles de ter “a sua rocha predilecta”. São extremamente pacíficos em relação a todas as outras espécies, convivendo bem e jamais atacando seja quem for. Tem uma personalidade um pouco “nervosa”. Apesar de ser muito tímido, se estiver bem ambientado ao aquário nunca conseguirá parar quieto e é divertido observá-lo a “voar” energicamente de superfície em superfície. Aconselho a não colocar plecostomus, gyrinocheilus ou outros peixes vegetarianos com boca de ventosa, num aquário de borboletas. Será competição desleal contra os Borboletas e estes gigantes irão persegui-los por vezes e incomodá-los. Devido às exigências deste animal no que toca a temperatura, pH, dGH, alimentação, área, tipo de ecossistema e oxigenação, o ideal seria o aquarista ter um aquário dedicado só a peixes desta família.

Resistência

O Borboleta é um peixe frágil. Necessita de um pH um pouquinho mais elevado do que o normal e elevados níveis de oxigénio, para não falar de grandes quantidades de bio-filme sobre as superfícies do aquário.  Como não tem escamas a sua pele é fina e delicada pelo que deve-se ter o máximo cuidado com a qualidade da água. Contrai doenças com facilidade. Muitas destas doenças provêm de águas que são introduzidas no aquário que estejam contaminadas (ex: água do saco que vêm da loja de animais, plantas provenientes das lojas) e o Borboleta irá ser susceptível a todos os agentes patogénicos que popularem o água do aquário.
Pode viver até aos 10 anos contudo para que chegue a esta idade todas estas exigências terão obrigatoriamente de ser satisfeitas.
Como qualquer peixe necessita de mudanças parciais de água de duas em duas semanas de cerca de 30% para melhorar a limpeza da água.

Dimorfismo sexual

É difícil distinguir os sexos. Especula-se que o macho apresenta cores mais vivas durante a época de reprodução, ou que o corpo dele seja mais esguio que o da fêmea com ângulos mais carregados enquanto que a fêmea tem barbatanas mais arredondadas e um corpo mais arredondado também. Nos machos, o contraste que há entre os tons do corpo e as manchas ou pintas é maior. O macho adulto possui na cabeça uma espécie de vilosidades, que a fêmea também possui mas em menor número e tamanho.

Reprodução

É difícil ocorrer em cativeiro mas é possível. Tenho feito algumas pesquisas acerca da reprodução de Gastromyzontideos e ainda não é claro como acontece nesta raça, pois parece que cada raça tem uma forma diferente de fazer o processo todo desde o inicio até ao fim. Portanto não irei escrever aquilo que não sei... no entanto continuarei a pesquisar e se puder irei acrescentar a esta ficha.



Aceito actualizações e correcções desta ficha técnica. Esta e todas as outras é como se fossem feitas por todos no forum.

Obrigado


Última edição por Vera Santos em Sab 07 Set 2013, 01:08, editado 1 vez(es) (Razão : Foto e video)
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