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Aequidens rivulatus

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dan50
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Nome Real : Daniel Andrade
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MensagemAssunto: Aequidens rivulatus   Qua 15 Ago 2012, 14:34Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.


(Macho adulto)


Nome comum: Green Terror

Nome científico: Aequidens rivulatus

Família: Cichlidae

Habitat:
-O habitat natural deste ciclídeo pode ser encontrado tanto no Equador (rio esmeraldas) como no Peru (rio Tumbes).
-O seu ambiente típico é composto pelas correntes costeiras encontradas no lado do oceano pacífico destes dois países.
-Este peixe não se encontra na lista vermelha de espécies ameaçadas da UICN.

Tamanho máximo:
-Os machos podem crescer até cerca de 30 cm mas a maioria fica-se pela expectativa dos 20 cm.
-As fêmeas, por sua vez, podem crescer até cerca de 20 cm mas a maioria fica-se pelos 15 cm.

Aquário Mínimo:
-Enquanto jovens (<13 cm) costumam dar-se bem em aquários com cerca de 130L (90 cm de frente), porém, já adulto, a litragem recomendada passa a 200L ou mais(120 cm de frente).
-No caso de um aquário comunitário recomenda-se um aquário no mínimo de 380L.
-O tamanho apropriado do aquário irá depender do tipo e quantidade de espécies a colocar juntas com este ciclídeo.

Temperatura: 20-24ºC

pH: 6,5-8 (óptimo 7)

Dureza(dH): 15-25

Manutenção (Aquário ideal):
-Este ciclídeo irá apreciar um aquário bem decorado, os seus grandes dotes como ‘escavador’ são a principal e frequente causa de plantas desenraizadas a boiar no aquário, deste modo, um substrato fino torna-se o mais recomendável.
-Plantas flutuantes ou de outro tipo que possam ser mantidas fora do substrato revelam-se melhor opções.
-Rochas e troncos são indispensáveis mas devem estar seguros de modo a evitar algum tipo de acidente.
-Por último, resta salientar que este ciclídeo pode ser um tanto quanto sensível à má qualidade da água por isso, recomenda-se uma filtragem eficiente e uma boa manutenção em ordem à sua coloração permanecer saudável.


Alimentação:
-Trata-se de uma espécie omnívora que se adapta facilmente a vários tipos de comida, incluindo flocos ou granulado específico de ciclídeos.
-Exemplares maiores irão preferir, naturalmente, pedaços maiores de comida tais como granulado para ciclídeos de grande porte ( big pellets) ou alimento vivo de tamanho considerável.
-É recomendável uma dieta variada, desde vegetais a diferentes tipos de alimento vivo como artémia e larvas de mosquito que serão sempre apreciadas.

Sociabilidade:
-Peixes mais pequenos serão, regra geral, comidos. Peixes de similar agressividade, de robustez maior ou semelhante são uma melhor opção e algumas lutas podem ser prevenidas mantendo os peixes num grande aquário bem decorado.

Agressividade:
-É evidente um carácter agressivo na espécie, torna-se pois necessária uma prévia reflexão sobre os seus futuros companheiros.
-Manter este peixe no seu próprio aquário (dividido ou não por vidro ou rede) é outra alternativa. Por vezes, exemplares mais velhos e robustos podem tornar-se extremamente agressivos pelo que devem ser movidos para um aquário sozinhos.

Zona do aquário:
-Este ciclídeo caracteriza-se por ser uma criatura bento pelágica no seu ambiente natural, e como tal não irá permanecer dentro de uma região limitada mas sim ocupar várias posições, procurando por comida em todas as partes do aquário.

Características:
-ciclídeo de aparência deslumbrante. Geralmente, os exemplares adultos possuem uma coloração verde ou verde-azul vistosa. A parte de trás do corpo tem uma sombra verde-azeitona que cobre a parte superior, enquanto que os flancos tendem a ser de cor pálida. A parte inferior é geralmente rosa ou acastanhada. Alguns limites de barbatanas (normalmente decoradas com manchas azuis ou verdes) podem apresentar padrões dourados, o que intensifica ainda mais a sua beleza. Algumas riscas e/ou pontos de cor azul-turquesa podem facilmente serem verificados no rosto.
-Existem duas variações de cores diferentes passíveis de serem encontradas nesta espécie: bordas da cauda e barbatanas dorsais em cor amarelo-laranja, ou ainda puramente brancas no segundo tipo.
-Em Juvenis podem ainda não apresentar a cor verde desejada (por norma apresentam cores de base bege e manchas azuis prateadas), estas irão desenvolver-se ao longo da maturação do peixe.
-À semelhança de vários outros ciclídeos, o macho adulto apresente uma corcunda de tamanho médio na cabeça (região da nuca). Peixes adultos de ambos os sexos apresentam barbatanas compridas, corpo e barbatana caudal arredondada.

Quanto ao dimorfismo sexual:
- Apesar de o macho ser significativamente maior, ambos apresentam um padrão e cor idênticos sendo que o macho apresenta a barbatana dorsal e anal mais alongada bem como as características realçadas.

Reprodução (espécie ovípara):
-A reprodução desta espécie não é difícil e pode ser beneficiada com o aumento de temperatura bem como num controle mais preciso do pH (valores próximos de 6,5) e da dureza da água (valores entre 5-8 dH).
-A formação de pares será facilitada ainda em juvenis pelo que, nalguns casos, já adultos, o macho tende a tentar matar a fêmea no caso de tentativa de formação de par forçada. Esta situação pode ser evitada/atenuada de algumas formas, nomeadamente: comprando um lote de 5-6 peixes juvenis, deixar o casal formar-se naturalmente e de seguida retirar os restantes, ou ainda, aquando adultos, utilizando uma divisória transparente no aquário(rede ou vidro) durante algumas semanas, deixando assim, o casal estabelecer relações.

-Para que a reprodução ocorra é recomendado algum objecto, tal como uma pedra/rocha lisa que será previamente alvo de uma limpeza por parte do casal antes do acasalamento e da respectiva postura dos ovos (geralmente cerca de 300 mas pode ultrapassar 600). O macho irá proteger o local de desova (podendo tornar-se um pouco agressivo em relação à fêmea) enquanto a fêmea estiver a cuidar dos ovos. A eclosão dos ovos ocorre cerca de 3 a 4 dias depois, dando origem a pequenas larvas que devem então ser alimentadas com flocos esmigalhados. Não se devem separar os progenitores dos ovos/larvas mas sim retirar/separar os outros habitantes do aquário sob pena de serem mortos.

-Por volta de 9-12 dias após a eclosão as crias começam a nadar livremente, nesta fase e posteriormente, estas irão apresentar um crescimento notório porém, são extremamente sensíveis a más condições da água e podem ser facilmente sugadas nas TPA. É também nesta altura que os alevins devem passar a ser alimentados com náuplios de artémia.

Referências:
aquaticcommunity,thetropicaltank

Escrito por Daniel Andrade
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